terça-feira, 15 de abril de 2014

Eclipse da Lua - Entenda o fenômeno




Tudo relacionado aos fenômenos meteorológicos e astronômicos me interessa. Postei meu telescópio na sacada e curti as bonitas imagens proporcionadas pelo eclipse lunar.




Às 3h desta terça-feira os primeiros sinais do eclipse total começaram a despontar no céu de Imbé-RS. O fenômeno, também chamado de Lua vermelha ou Lua sangrenta, durou em torno de 78 minutos.

O ponto alto do fenômeno ocorreu às 4h46min. A última vez que a Lua ficou totalmente na sombra da Terra em relação ao Sol ocorreu em 10 de dezembro de 2011.
A foto acima é do site da Zero Hora. Abaixo, com bem menos qualidade, são minhas.


Entenda o Eclipse:

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Após Terremoto no Chile, luzes são vistas no céu.


Ontem vi um tweet da Metsul, relatando que o povo da localidade mais atingida pelo terremoto havia narrado a aparição de luzes no céu após o cismo. O Tweet me chamou a atenção, eu nunca tinha lido nada nesse sentido.



Esse fato já teria ocorrido em outros terremotos de grande magnitude como este.

A própria Metsul indicou a leitura de um estudo que procura explicar o fenômeno, vou repassar aqui.

Talvez notem algum erro de concordância, pois o site foi traduzido pelo aplicativo do Google.



Os cientistas demonstraram recentemente que luzes estranhas, tais como aqueles descritos como "orbes brilhantes," de fato apareceu diante de grandes terremotos, por exemplo, no Japão e L'Aquila , na Itália. Mas como?
Cientistas americanos propõem uma nova teoria: Mudando camadas de solo poderia criar enormes cargas eletrostáticas que viajam para a superfície, dando luz.
"Demos um recipiente tupperware cheio de farinha, derrubado frente e para trás até que rachaduras apareceram, e produziu 200 volts de carga", disse o pesquisador da Universidade Rutgers Troy Shinbrot. "Não existe um mecanismo que eu sei que pode explicar isso. Parece ser nova física". Eles repetiram o experimento com outros materiais granulares (como as de solo) e obteve os mesmos resultados. Shinbrot explicou em um e-mail que, embora ele produziu tensões elevadas, não havia "nenhuma corrente para falar, por isso não há poder de ser obtido."
Os dados que mostram a produção de cargas tem sido demonstrado por laboratórios em Rutgers, NC State e Penn State, disse Shinbrot Popular Science . Mas se é ou não produz luzes do terremoto é ainda incerto. A equipe, que inclui pesquisadores das três escolas, apresentaram suas conclusões  na American Physical Society reunião em Denver.
Existem várias outras teorias sobre o que cria essas luzes.  Em 2003, o pesquisadorFriedemann Freund propôs que as luzes foram produzidos por campos elétricos desencadeados pelo esmagamento e torção de pedras. Outra teoria proposta em 1982 sugere que as luzes podem ser criados por meio de aquecimento por fricção em falhas. Um artigo recente no sismológicos Research Letters  constatou que  63 dos 65 vezes maior do que luzes do terremoto foram relatados nos últimos dois séculos, as falhas verticais causou os tremores.Isso pode ajudar a explicar todas as teorias, dependendo de como se interpreta, mas sugere que este alinhamento promove luzes pré-terremoto, o que pode potencialmente ser usado algum dia como um sistema de alerta precoce. 
BBC ]

Fonte : BBC

terça-feira, 1 de abril de 2014

Terra Primitiva - pelos alunos

Minha experiência em sala de aula me convenceu que os desenhos devem ser  uma presença constante nas aulas de Biologia, pois além de agradarem o aluno, atingem um setor da memória que o texto ou a explicação da aula expositiva não conseguem atingir.

Conceituamos a terra primitiva, os gases que a formavam, bem como sua geologia, após pedi para colocarem no papel o seu imaginário sobre o que aprenderam.

Os alunos são da Escola Divina providência - Capão da Canoa-RS

Samara - 122
Laura Fank - 121

Marina - 121



laurinha - 121
Lucas Macedo - 121


Cláudia - 122

Amanda Blank - 122
Não há como ensinar origem da vida sem conceituar terra primitiva.


sexta-feira, 28 de março de 2014

Os 10 anos do Furacão Catarina


Imagem da NASA do furacão  Catarina



A 10 anos atrás eu estava morando em Santa Catarina, cidade de Imaruí, lembro bem da tensão que foi este dia.
A cidade vivia sua maior data festiva, a festa de passos, uma festa religiosa que atrai milhares de turistas.
As bancas estavam montadas, um dia antes da festa, vem a noticia:  aproximava-se um furacão na costa catarinense.
Eu morava em frente a praça principal, me preparei para o furacão, acompanhando toda sua aproximação pelo rádio, pois internet nesta região não existia na época.
Como um apaixonado por meteorologia, não escondo que além do medo, eu estava eufórico com a situação.


 Talvez nenhum dia tenha sido tão tenso, nervoso e dramático para os meteorologistas do Sul do Brasil como o 27 de março de 2004, exatamente há 10 anos no dia de hoje. Foi quando o já formado furacão Catarina ganhou muita força e se organizou de forma bastante simétrica no litoral à medida que ficava mais próxima da costa. A tempestade a cada hora era mais intensa no mar e inexistiam dados confiáveis sobre velocidade de vento pela ausência de bóias. Havia um monstro no oceano, porém não se sabia qual era a sua real força. Os únicos dados de vento que vinham eram estimativas do satélite Quickscat, que estão longe de oferecer uma ideia real. Melhor indicativo se tinha pela estimativa da escala Dvorak de ciclones tropicais que conferia nas últimas horas que precederam ao landfall um número 4.5, equivalente a vento sustentado em um minuto de 77 nós ou 142 km/h. Com base nas imagens de satélite e na escala Dvorak mantivemos o alerta de furacão no dia 27 e elevamos o tom da gravidade à medida que era cada vez mais evidente que estávamos a poucas horas de situação sem precedentes. ( Metsul)

O furacão chegou, não com tanta força como mais a sul de SC e litoral norte do RS, mas um vento como eu nunca tinha visto, a praça em frente a minha casa ficou destruída, árvores centenárias tiveram seu galhos arrancados como palitos de dente, as barracas da festa voaram como se fossem feitas de isopor.

A sua trajetória exata era um desafio de previsão, já que, diferentemente de outras partes do mundo, não existiam modelos de computador específicos para ciclones tropicais no Atlântico Sul. Sabia-se e se alertava ainda na sexta-feira (26/3) que o Catarina tocaria terra em algum ponto entre os litorais do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mas não se tinha certeza exatamente sobre qual ponto. Quase toda a área entre Tramandaí e Florianópolis estava no cone de risco (nos Estados Unidos o cone de risco também chega a alcançar centenas de quilômetros na previsão de furacões). No fim do dia, alteração de rota levou o furacão para Torres e o Sul catarinense, que começaram a sofrer os efeitos do vento e da chuva com força à noite.  (Metsul)





Responsavelmente, poderia se ir a público para anunciar um furacão se a literatura técnica dominante à época dizia não ser possível que se formasse um no Atlântico Sul ? Confrontados com algo que para nós era inédito e não tínhamos qualquer experiência de prognóstico, nossos técnicos da MetSul (então Rede de Climatologia Urbana de São Leopoldo) não caíram na tentação da soberba e buscaram o parecer dos maiores especialistas do mundo. Se não estávamos seguros, e o sentimento era até de medo pelo que se vislumbrava, telefonamos para quem sabe. Para os maiores experts do planeta. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. E a resposta que ouvimos foi enfática: “é sim um furacão”.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A extinção quase total da vida na terra há 250 milhões de anos foi muito rápida

Antes mesmo do aparecimento dos dinossauros na Terra, alguma coisa varreu quase toda a vida no planeta há mais de 250 milhões de anos, e o que quer que tenha provocado esta extinção em massa aconteceu mais rapidamente do que se pensava, sugeriram cientistas na segunda-feira.

Com base em análises de rochas da China, cientistas afirmaram em estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences que a extinção no final do período Permiano aconteceu ao longo de 60.000 anos - ou até 48.000 anos.
Isso corresponde a um período 10 vezes mais rápido do que os cientistas acreditavam até agora, o que representa um piscar de olhos em escala geológica.
- Está claro que o que quer que tenha provocado a extinção deve ter ocorrido muito rapidamente - afirmou o principal autor do estudo, Seth Burgess, aluno de pós-graduação de Ciências da Terra no MIT (Massachusetts Institute of Technology).
A extinção em massa acabou com 96% da vida na Terra. Existem várias teorias sobre sua causa, sendo a principal delas uma série de erupções vulcânicas maciças que teriam liberado grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera, provocando a acidificação dos oceanos e um intenso aquecimento global.
O último estudo se baseia em uma análise de cristais de zircão em uma formação geológica situada em Meishan, na China. Fósseis descobertos nessa região levaram os cientistas a acreditar que as rochas guardam segredos do fim do período Permiano e do início do Triássico, que foi quando dinossauros e mamíferos começaram a aparecer.
Usando as mais recentes técnicas científicas, os pesquisadores conseguiram refinar estimativas feitas em 2011, quando eles reportaram que a extinção em massa teria ocorrido em menos de 200.000 anos.
Um exame mais aproximado do urânio e do chumbo contidos em amostras coletadas em mantos de cinza vulcânica sugere que as mortes de quase toda a planta e criatura vivas na Terra poderiam ter acontecido em até 12 mil anos.
- Nós fixamos o tempo e a duração precisas da extinção - afirmou o co-autor do estudo, Sam Bowring, professor de ciências da Terra e planetárias no MIT.
Ao lado de colegas do Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanquim, os cientistas descobriram que 10 mil anos antes da extinção, os oceanos experimentaram uma pulsação de carbono leve, refletindo a liberação maciça de dióxido de carbono na atmosfera.
Os oceanos teriam sofrido uma dramática acidificação e um aumento de temperatura de 10ºC ou mais, calor que teria matado a maior parte da vida marinha. Burgess disse que, seja lá o que aconteceu, aconteceu "rápido o suficiente para desestabilizar a biosfera antes que a maioria da vida animal e vegetal tenha tido tempo para se adaptar no esforço de sobreviver".
Agora, os cientistas analisam amostras de pedras da China e dos Traps siberianos, na Rússia, para comparar a cronologia das erupções.
- Nós refinamos nossa abordagem e agora temos uma maior precisão. Você pode pensar nisso como uma lenta espiral na direção da verdade - comparou Bowring.
Fonte: ZH
E ainda querem me convencer que o homem é responsável por qualquer mudança na Natureza.
A vida foi praticamente extinta, antes do surgimento dos mamíferos, tudo por processos naturais.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Belos Trabalhos - Valeu a pena exigir

No segundo trimestre solicitei um trabalho para ser apresentado em sala de aula. Aconteceu o de sempre: Alunos lendo textos enormes, sem conhecer o conteúdo dos mesmos.

Remei contra a maré, fiz criticas severas aos alunos, deixei grande parte com nota abaixo da média no trimestre, contrariando todos os pedagogismos atuais, que reprimem a critica e a nota.

Resultado: Esse trimestre solicitei outro trabalho, os alunos apresentaram trabalhos sensacionais, com domínio de conteúdo, o material de ótima qualidade, com ótimos argumentos.

RIBOSSOMOS



                                                         O Retículo Endoplasmático



                                                          O Complexo Golgiense 




                                                               O lisossomo




        Vale a pena se estressar com os alunos, eles querem nota fácil, não querem rigor na avaliação. Mas com dedicação o aprendizado foi  muito maior, reconhecido por eles inclusive.

Os alunos são da turma 121 da escola Divina Providência.