quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Espessura do Gelo na Antártida é muito maior que se pensava



As alterações climáticas estão a expandir o gelo na Antártica, dizem os cientistas.


Os cientistas têm-se mostrado intrigados que a camada de gelo do mar Antártico ter vindo a expandir-se significativamente - cerca de 1,9% por década desde 1985 - enquanto no Ártico o gelo tem diminuído nos últimos anos.
De acordo com um estudo publicado pelo jornal 'Nature Geoscience', o fenómeno é paradoxal mas tem uma explicação: os blocos de gelo do Antártico quando derretem dão origem a camadas de água gelada, que têm uma baixa densidade e por isso ficam à superfície do ocenano e voltam muito mais facilmente a transformar-se em gelo de novo, no outono e no inverno.
Esta seria a explicação para, nesta altura do ano, se verificar um aumento de gelo na região da Antártica, apesar do aquecimento global, explicou o investigador Richard Bintanja à BBC.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A Origem do Sexo

Microbrachius dicki
Segundo um grupo internacional de pesquisadores, um peixe pré-histórico, o Microbrachius dicki, é o primeiro animal que se tem notícia de ter parado de se reproduzir com fertilização externa (em que os peixes inseminam seus ovos fora dos organismos) e começado a copular.
O peixe, que viveu há 385 milhões anos e media apenas 8 cm, vivia em lagos no que hoje é a Escócia.
As conclusões dos cientistas foram publicadas da revista de ciência Nature.
"Nós definimos o ponto da evolução em que teve início a fertilização interna nos animais", afirma John Long, acadêmico da Flinder University, da Austrália, de um dos principais autores do estudo.
Apêndice em 'L'
Long revelou que sua descoberta ocorreu por acaso, enquanto observava alguns fósseis.
Ele percebeu que um dos espécimes do peixe tinha um apêndice em forma de "L", diferentemente de outros fósseis, que continham uma espécie de abertura.
"Esse apêndice era usado para transferir o sêmen para a fêmea", explica o pesquisador.
Por conta de sua anatomia, o Microbrachius precisava fazer uma estranha "dança" de acasalamento.
"O peixe precisava copular de lado, como numa espécie de dança, em que as barbatanas serviam para dar apoio enquanto o macho introduzia seu membro na fêmea", diz Long.
Curiosamente, essa forma de reprodução não durou. Os pesquisadores acreditam que o Microbrachius voltou a utilizar a inseminação externa. A copulação só voltaria a ocorrer no mundo animal milhões de anos depois, em algumas espécies de tubarões e arraias.
Fonte: G1

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Histórico da Camisinha (Sala de Aula)

Muito interessante a pesquisa apresentada por alunos do 2º Ano da Escola 9 de Maio em Imbé:

Histórico:

-1850 a.C. - Um manuscrito médico, datado de 1850 a.C., indica que os egípcios já utilizavam métodos para evitar a gravidez. Apesar de ser conhecida por ''camisinha dos faraós'' ela era, na verdade, feminina: um pano empapado de mel e excremento de crocodilo era introduzido na vagina da mulher antes do ato sexual.h

 -Século 10 – Vincent Vidal, autor de La Petit Histoire du Preservatif, defende que o objeto surgiu em terras asiáticas. Para ele os chineses teriam criado uma camisinha de papel de seda lubrificado com oleos naturais.
-Os japoneses usavam um acessório feito de carapaça de tartaruga.

-1564 – Escritos do médico Gabriel Fallope, sugerem que ele tenha criado uma capa de linho embebida num líquido com ervas e abstinto amarrada com um laço. O artefato manteria o pênis livre de infecções.
-Século 17 – Há várias teorias sobre a origem de ''condom'' (camisinha em inglês e francês). A mais aceita, é a de que um médico, Dr. Condom, da corte do ei inglês Charles II, criou um saco de tripa de instestino de carneiro.
-1839 – Neste ano o americado Charles Goodyear criou a vulcanização. Aplicar calor, pressão e enxofre à borracha tornava o material maleável, resistente e ideal para fazer camisinhas.

-1920 – Com a invenção do latéx, neste ano, a produção do artefato ficou mais simples e resistente e confortável. A camisinha se populariza e ganha a forma que se mantém até hoje.

-Anos 90 – O modelo de camisinha feminina surgiu apenas nos anos 90. É feita de poliuretano e armazena o esperma numa espécie de bolsa, evitando a gravidez. Foi um marco de independência feminina, mas não se tornou tão popular quanto a masculina.

 -2006 – O alemão Jan Vinzenz Krause criou uma camisinha em spray, aplicável em 10 segundos. Antes da relação, basta colocar o pênis num tubo para ser coberto por uma camada de látex líquido. Mas ainda está em fase de teste.

-2010 – O governo suíço anunciou um plano de fabricar preservativos voltados para jovens entre 12 e 14 anos. As camisinhas teriam tamanhos menores e serviriam para evitar a gravidez precoce.

-2010 -  Ainda em 2010, a médica sul-africana Sonnet Ehlers, cansada de ver mulheres sendo violentadas sexualmente, criou uma camisinha feminina com garras na parte interna. Além de machucar o agressor, serve como denunciante, visto que ele precisaria de ajuda médica para retirar o objeto.

-2012 – Após seis anos de pesquisas, os designers Paul Breur e Adnan Tunovic criaram uma camisinha revolucionária, ''mais fácil de colocar e mais difícil de rasgar''. O segredo seria o aplicador para colocá-la com uma mão só. A fabricante Delft faturou prêmios pela inovação.

Composição: Amatéria prima da camisinha é o latéx, extraído dos pés das seringueiras. Mas o latéx usado para produzir camisinhas não chega às fábricas exatamente como saiu da floresta. Para ganhar mais elasticidade ele é filtrado até chegar a 60% de borracha, o dobro do original – o restante é basicamente água. Para ganhar mais resistência é feito o processo de vulcanização.

Depois da  vulcanização, fazem o processo de lixiviação, que consiste em uma máquina que mergulha a camisinha ainda no molde dentro de um tanque cheio de produtos químicos para eliminar particulas ruins que podem, eventualmente, causar alergias ou desconforto para os usuários.
A camisinha passa, então, por um banho de talco ou amido de milho que acaba com sua consistência grudante.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Destiladores com Material Reciclado

Com os alunos do 3º Ano do Ensino Médio da Escola 9 de Maio em Imbé-RS, fiz o seguinte projeto:

A proposta é que os alunos façam em grupos destiladores projetados e construídos com material de sucata.
Os materiais utilizados foram de livre escolha, bem como as substâncias que serão destiladas.

Os resultados estão sendo acima do esperado:


O destilador acima foi feito com uma panela de pressão adaptada com uma borracha acoplada ao bico de saída do vapor, o cano de cobre daria conta da condensação. Houve um vazamento de vapor na vedação da tampa, vamos repetir esse projeto e tentar corrigi-lo, pois a ideia é ótima.



Este destilador foi feito com uma cafeteira antiga, uma borracha foi adaptada na saída do vapor, ótima ideia, mas houve vazamento na borracha, vamos repeti-lo.





Este destilador foi feito com um Erlenmeyer a vedação foi feita com uma borracha de balão, entrando a mangueira pelo espaço onde se assopra para enchê-lo, o condensador foi feito com uma garrafa pet, com gelo. A substância destilada foi vinho, a experiência foi um sucesso, obtivemos álcool puro e água separados do vinho.



Estes alunos fizeram o mesmo destilador, porém foi destilada água+sal. A água foi separada integralmente e o sal ficou no Erlenmeyer, um sucesso também a experiência.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Exploração do Cometa

A hipótese mais aceita pela biologia sobre a origem da vida é a Hipótese Heterotrófica, segundo essa teoria, a vida teria se originado de uma série de reações químicas, até a formação da molécula de DNA. Os primeiros seres teriam sido Heterótrofos fermentadores, mas há quem ache que os primeiros organismos poderiam ter vindo do espaço, de carona em um corpo celeste, como cometas ou meteoros.

67P/ Churyumov-Gerasimenko
Um marco espetacular na era espacial. A sonda europeia Rosetta entrou nesta quarta-feira na órbita de um cometa, depois de ter passado quase uma década no seu encalço. A nave se aproximou do 67P/ Churyumov-Gerasimenko para investigar a estrutura e composição do astro. “Depois de 10 anos, 5 meses e 4 dias viajando até nosso destino, após cinco voltas ao Sol numa viagem de 6,4 bilhões de quilômetros, estamos felizes em anunciar que finalmente chegamos”, disse o diretor-geral da Agência Espacial Européia (ESA)  Jean-Jacque Dordain. Os onze instrumentos da Rosetta devem observar o cometa por mais de um ano, buscando indícios da presença de água, carbono e outros elementos fundamentais para a vida. Uma das teorias entre pesquisadores é que a vida aqui na Terra possa ter surgido a partir de elementos orgânicos trazidos por corpos celestes.


Até hoje, cientistas foram capazes apenas de fazer sondas cruzarem o caminho de cometas, possibilitando apenas observações fugazes. Agora uma nave montada pelo homem está viajando lado a lado de um. As dificuldades técnicas de seguir na órbita ao redor do 67P são consideráveis. O cometa viaja a 55 mil km/h. Para entrar na sua órbita, a nave precisa estar em frente a uma velocidade diferente apenas 3,6 km/h menor, permitindo a aproximação até ficarem lado a lado. O feito é inédito e dificultado pelo fato de os sinais de rádio enviados da Terra para comandar a sonda levarem mais de 22 minutos para serem recebidos devido à distância de 550 milhões de quilômetros da Terra. No primeiro dia da sua órbita, Rosetta começou a enviar imagens fantásticas em alta resolução da superfície do cometa, mostrando crateras e desfiladeiros.

A missão Rosetta, batizada em homenagem à pedra que possibilitou a tradução dos hieróglifos egípcios, foi planejada na década de 90. A sonda foi lançada em março de 2004 e utilizou a gravidade da Terra e de Marte para ganhar impulso. A sonda foi desligada (modo de hibernação) por 31 meses a partir de 2012 e somente foi reativada em 1º de janeiro deste ano a fim de economizar energia. A missão vai ficar ainda mais incrível em novembro, quando Rosetta se aproximar ainda mais do cometa. O controle da missão vai tentar pousar o módulo Philae da sonda na superfície do cometa. Para isso serão usados “arpões” como âncoras. Uma vez na superfície, Philae realizará uma série de experimentos, inclusive perfurações nas rochas.

Fonte: Metsul

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Jean Baptiste Lamarck

Muitos professores se referem a Lamarck como o ''cara que errou'', pois em sua teoria, lei do uso e desuso, coloca que um orgão que fosse muito usado se desenvolve, enquanto um outro que não fosse iria atrofiar, sendo essas característica transmitidas aos seus descendentes, modificando a fisiologia das espécies com o passar do tempo.

O francês Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829), foi um importante personagem na história da ciência. Sua contribuição para o desenvolvimento do que conhecemos hoje como teoria da evolução é bem divulgada, mas alguns autores, ao tentar resumir as ideias desse naturalista, omitem algumas informações e distorcem outras, criando assim ‘boatos’ sobre seu verdadeiro papel.

Os dois maiores boatos criados a respeito de Lamarck são: 1. suas ideias evolutivas se resumiam a duas leis, e 2. o inglês Charles Darwin (1809-1882), um dos autores da moderna teoria da evolução, se opôs a essas leis.

Assim, diante da pergunta “Quem foi Lamarck?”, um aluno de ensino médio pode responder “Foi o cara do pescoço da girafa”, ou até “Foi o cara que dizia o contrário de Darwin”. Essas respostas, e outras com conteúdo semelhante, permanecem vivas não apenas na boca dos alunos, mas também na de certos professores e no texto de alguns livros didáticos.


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Aditivos nos Alimentos - Trabalho em Sala de Aula


Na ideia de diversificar as aulas, usar o conteúdo da  disciplina para a utilização no cotidiano do aluno, pensei que poderíamos pesquisar sobre os aditivos químicos colocados nos alimentos, principalmente os consumidos por eles como: Salgadinhos, iogurtes, refrigerantes, sucos em pó etc.




Pedi para os alunos trazerem rótulos desses alimentos para sala de aula.
Eles recortaram as marcas e as informações sobre sua composição química, depois citaram esses componentes.




Isso abriu seus olhos quanto as quantidades de aditivos que levam tais produtos.


O resultado foi plenamente atingido, eles se divertiram, aprenderam e ainda por cima se conscientizaram que devem reorganizar sua dieta, afim de melhorar a qualidade da sua alimentação.

Os alunos são da turma 222 da escola Divina Providência, mas a atividade pode ser feita também com alunos do ensino fundamental.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Dunas

Hoje, ao caminhar pelas dunas no intervalo do almoço, pude notar a presença de animais e vegetais que ali habitam. A maioria das pessoas só vê as dunas como montes de areia.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Eclipse da Lua - Entenda o fenômeno




Tudo relacionado aos fenômenos meteorológicos e astronômicos me interessa. Postei meu telescópio na sacada e curti as bonitas imagens proporcionadas pelo eclipse lunar.




Às 3h desta terça-feira os primeiros sinais do eclipse total começaram a despontar no céu de Imbé-RS. O fenômeno, também chamado de Lua vermelha ou Lua sangrenta, durou em torno de 78 minutos.

O ponto alto do fenômeno ocorreu às 4h46min. A última vez que a Lua ficou totalmente na sombra da Terra em relação ao Sol ocorreu em 10 de dezembro de 2011.
A foto acima é do site da Zero Hora. Abaixo, com bem menos qualidade, são minhas.


Entenda o Eclipse:

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Após Terremoto no Chile, luzes são vistas no céu.


Ontem vi um tweet da Metsul, relatando que o povo da localidade mais atingida pelo terremoto havia narrado a aparição de luzes no céu após o cismo. O Tweet me chamou a atenção, eu nunca tinha lido nada nesse sentido.



Esse fato já teria ocorrido em outros terremotos de grande magnitude como este.

A própria Metsul indicou a leitura de um estudo que procura explicar o fenômeno, vou repassar aqui.

Talvez notem algum erro de concordância, pois o site foi traduzido pelo aplicativo do Google.



Os cientistas demonstraram recentemente que luzes estranhas, tais como aqueles descritos como "orbes brilhantes," de fato apareceu diante de grandes terremotos, por exemplo, no Japão e L'Aquila , na Itália. Mas como?
Cientistas americanos propõem uma nova teoria: Mudando camadas de solo poderia criar enormes cargas eletrostáticas que viajam para a superfície, dando luz.
"Demos um recipiente tupperware cheio de farinha, derrubado frente e para trás até que rachaduras apareceram, e produziu 200 volts de carga", disse o pesquisador da Universidade Rutgers Troy Shinbrot. "Não existe um mecanismo que eu sei que pode explicar isso. Parece ser nova física". Eles repetiram o experimento com outros materiais granulares (como as de solo) e obteve os mesmos resultados. Shinbrot explicou em um e-mail que, embora ele produziu tensões elevadas, não havia "nenhuma corrente para falar, por isso não há poder de ser obtido."
Os dados que mostram a produção de cargas tem sido demonstrado por laboratórios em Rutgers, NC State e Penn State, disse Shinbrot Popular Science . Mas se é ou não produz luzes do terremoto é ainda incerto. A equipe, que inclui pesquisadores das três escolas, apresentaram suas conclusões  na American Physical Society reunião em Denver.
Existem várias outras teorias sobre o que cria essas luzes.  Em 2003, o pesquisadorFriedemann Freund propôs que as luzes foram produzidos por campos elétricos desencadeados pelo esmagamento e torção de pedras. Outra teoria proposta em 1982 sugere que as luzes podem ser criados por meio de aquecimento por fricção em falhas. Um artigo recente no sismológicos Research Letters  constatou que  63 dos 65 vezes maior do que luzes do terremoto foram relatados nos últimos dois séculos, as falhas verticais causou os tremores.Isso pode ajudar a explicar todas as teorias, dependendo de como se interpreta, mas sugere que este alinhamento promove luzes pré-terremoto, o que pode potencialmente ser usado algum dia como um sistema de alerta precoce. 
BBC ]

Fonte : BBC

terça-feira, 1 de abril de 2014

Terra Primitiva - pelos alunos

Minha experiência em sala de aula me convenceu que os desenhos devem ser  uma presença constante nas aulas de Biologia, pois além de agradarem o aluno, atingem um setor da memória que o texto ou a explicação da aula expositiva não conseguem atingir.

Conceituamos a terra primitiva, os gases que a formavam, bem como sua geologia, após pedi para colocarem no papel o seu imaginário sobre o que aprenderam.

Os alunos são da Escola Divina providência - Capão da Canoa-RS

Samara - 122
Laura Fank - 121

Marina - 121



laurinha - 121
Lucas Macedo - 121


Cláudia - 122

Amanda Blank - 122
Não há como ensinar origem da vida sem conceituar terra primitiva.


sexta-feira, 28 de março de 2014

Os 10 anos do Furacão Catarina


Imagem da NASA do furacão  Catarina



A 10 anos atrás eu estava morando em Santa Catarina, cidade de Imaruí, lembro bem da tensão que foi este dia.
A cidade vivia sua maior data festiva, a festa de passos, uma festa religiosa que atrai milhares de turistas.
As bancas estavam montadas, um dia antes da festa, vem a noticia:  aproximava-se um furacão na costa catarinense.
Eu morava em frente a praça principal, me preparei para o furacão, acompanhando toda sua aproximação pelo rádio, pois internet nesta região não existia na época.
Como um apaixonado por meteorologia, não escondo que além do medo, eu estava eufórico com a situação.


 Talvez nenhum dia tenha sido tão tenso, nervoso e dramático para os meteorologistas do Sul do Brasil como o 27 de março de 2004, exatamente há 10 anos no dia de hoje. Foi quando o já formado furacão Catarina ganhou muita força e se organizou de forma bastante simétrica no litoral à medida que ficava mais próxima da costa. A tempestade a cada hora era mais intensa no mar e inexistiam dados confiáveis sobre velocidade de vento pela ausência de bóias. Havia um monstro no oceano, porém não se sabia qual era a sua real força. Os únicos dados de vento que vinham eram estimativas do satélite Quickscat, que estão longe de oferecer uma ideia real. Melhor indicativo se tinha pela estimativa da escala Dvorak de ciclones tropicais que conferia nas últimas horas que precederam ao landfall um número 4.5, equivalente a vento sustentado em um minuto de 77 nós ou 142 km/h. Com base nas imagens de satélite e na escala Dvorak mantivemos o alerta de furacão no dia 27 e elevamos o tom da gravidade à medida que era cada vez mais evidente que estávamos a poucas horas de situação sem precedentes. ( Metsul)

O furacão chegou, não com tanta força como mais a sul de SC e litoral norte do RS, mas um vento como eu nunca tinha visto, a praça em frente a minha casa ficou destruída, árvores centenárias tiveram seu galhos arrancados como palitos de dente, as barracas da festa voaram como se fossem feitas de isopor.

A sua trajetória exata era um desafio de previsão, já que, diferentemente de outras partes do mundo, não existiam modelos de computador específicos para ciclones tropicais no Atlântico Sul. Sabia-se e se alertava ainda na sexta-feira (26/3) que o Catarina tocaria terra em algum ponto entre os litorais do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mas não se tinha certeza exatamente sobre qual ponto. Quase toda a área entre Tramandaí e Florianópolis estava no cone de risco (nos Estados Unidos o cone de risco também chega a alcançar centenas de quilômetros na previsão de furacões). No fim do dia, alteração de rota levou o furacão para Torres e o Sul catarinense, que começaram a sofrer os efeitos do vento e da chuva com força à noite.  (Metsul)





Responsavelmente, poderia se ir a público para anunciar um furacão se a literatura técnica dominante à época dizia não ser possível que se formasse um no Atlântico Sul ? Confrontados com algo que para nós era inédito e não tínhamos qualquer experiência de prognóstico, nossos técnicos da MetSul (então Rede de Climatologia Urbana de São Leopoldo) não caíram na tentação da soberba e buscaram o parecer dos maiores especialistas do mundo. Se não estávamos seguros, e o sentimento era até de medo pelo que se vislumbrava, telefonamos para quem sabe. Para os maiores experts do planeta. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. E a resposta que ouvimos foi enfática: “é sim um furacão”.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A extinção quase total da vida na terra há 250 milhões de anos foi muito rápida

Antes mesmo do aparecimento dos dinossauros na Terra, alguma coisa varreu quase toda a vida no planeta há mais de 250 milhões de anos, e o que quer que tenha provocado esta extinção em massa aconteceu mais rapidamente do que se pensava, sugeriram cientistas na segunda-feira.

Com base em análises de rochas da China, cientistas afirmaram em estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences que a extinção no final do período Permiano aconteceu ao longo de 60.000 anos - ou até 48.000 anos.
Isso corresponde a um período 10 vezes mais rápido do que os cientistas acreditavam até agora, o que representa um piscar de olhos em escala geológica.
- Está claro que o que quer que tenha provocado a extinção deve ter ocorrido muito rapidamente - afirmou o principal autor do estudo, Seth Burgess, aluno de pós-graduação de Ciências da Terra no MIT (Massachusetts Institute of Technology).
A extinção em massa acabou com 96% da vida na Terra. Existem várias teorias sobre sua causa, sendo a principal delas uma série de erupções vulcânicas maciças que teriam liberado grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera, provocando a acidificação dos oceanos e um intenso aquecimento global.
O último estudo se baseia em uma análise de cristais de zircão em uma formação geológica situada em Meishan, na China. Fósseis descobertos nessa região levaram os cientistas a acreditar que as rochas guardam segredos do fim do período Permiano e do início do Triássico, que foi quando dinossauros e mamíferos começaram a aparecer.
Usando as mais recentes técnicas científicas, os pesquisadores conseguiram refinar estimativas feitas em 2011, quando eles reportaram que a extinção em massa teria ocorrido em menos de 200.000 anos.
Um exame mais aproximado do urânio e do chumbo contidos em amostras coletadas em mantos de cinza vulcânica sugere que as mortes de quase toda a planta e criatura vivas na Terra poderiam ter acontecido em até 12 mil anos.
- Nós fixamos o tempo e a duração precisas da extinção - afirmou o co-autor do estudo, Sam Bowring, professor de ciências da Terra e planetárias no MIT.
Ao lado de colegas do Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanquim, os cientistas descobriram que 10 mil anos antes da extinção, os oceanos experimentaram uma pulsação de carbono leve, refletindo a liberação maciça de dióxido de carbono na atmosfera.
Os oceanos teriam sofrido uma dramática acidificação e um aumento de temperatura de 10ºC ou mais, calor que teria matado a maior parte da vida marinha. Burgess disse que, seja lá o que aconteceu, aconteceu "rápido o suficiente para desestabilizar a biosfera antes que a maioria da vida animal e vegetal tenha tido tempo para se adaptar no esforço de sobreviver".
Agora, os cientistas analisam amostras de pedras da China e dos Traps siberianos, na Rússia, para comparar a cronologia das erupções.
- Nós refinamos nossa abordagem e agora temos uma maior precisão. Você pode pensar nisso como uma lenta espiral na direção da verdade - comparou Bowring.
Fonte: ZH
E ainda querem me convencer que o homem é responsável por qualquer mudança na Natureza.
A vida foi praticamente extinta, antes do surgimento dos mamíferos, tudo por processos naturais.