terça-feira, 23 de junho de 2015

Inverno de El Ninho


         O Inverno-2015 será fortemente influenciado neste ano pelo El Niño, configurado no Oceano Pacífico pela primeira vez desde 2009/2010. Neste começo de inverno, o fenômeno apresenta intensidade moderada, contudo no decorrer da estação pode passar a forte. Tal estágio pode ser atingido em curto prazo, já que a intensificação do fenômeno se dá rapidamente. Os efeitos do El Niño já começaram a ser sentidos no Estado durante o outono e tendem a ser mais acentuados no inverno, especialmente na segunda metade da estação entre agosto e setembro.

       De acordo com o prognóstico dos meteorologistas da MetSul, o fenômeno El Niño tende a trazer, historicamente, temperatura acima da média no inverno com maior número de dias de temperatura amena ou elevada. Isso não pode ser interpretado como ausência de frio intenso. Mesmo sob El Niño podem ocorrer episódios de frio intenso a extremo no Estado. Em 2009, primeiro ano do último episódio de El Niño, o Rio Grande do Sul registrou durante a segunda metade do mês de julho uma das mais potentes ondas de frio dos últimos 30 anos no Estado para depois em agosto experimentar uma sequência de dias de muito calor com temperatura atípica. Em anos prévios de El Niño houve frio intenso tardio até em setembro, e com neve, como em 2002. Por isso, a expectativa é que em 2015 haja alternância destes períodos amenos ou quentes com outros de frio intenso, logo sem frio regular e constante por semanas seguidas como é mais comum sob La Niña. 


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Relação: Seca no Sudeste x aquecimento Global, NENHUMA.

Destroem matas ciliares, poluem os rios, não combatem o assoreamento, depois querem se esconder atrás da teoria do aquecimento global, avalizados pelos ambientalistas. Só na cidade de São Paulo são mais de 12 milhões de pessoas bebendo água potável e devolvendo dejetos aos rios. Não tem Partido A ou B culpados, e sim, Opções políticas, econômicas e ambientais que levaram a esta situação, que deve piorar.



A falta de água não é uma “crise” porque ela não será passageira. Os fatores que levaram ao esvaziamento das represas não cessarão subitamente. Recuperar as Matas Ciliares que protegem os rios do assoreamento, reflorestar grandes áreas para manter a perenidade das nascentes, cessar o desmatamento da Mata Atlântica e da Amazônia, substituir uma prática agrícola predatória e, principalmente, adotar um novo modelo de desenvolvimento, não são medidas fáceis de serem adotadas e muito menos elas se encontram presentes na agenda dos atuais governantes. Quem acreditar nisso estará sendo, no mínimo, ingênuo. No caso dos políticos que tentam se justificar – chamando de crise o que permanente será – é pura leviandade mesmo. (Dener Giovanini, Estadão)