quarta-feira, 13 de julho de 2011

Tragédia na Barra de imbé

Considero a Barra de Imbé um dos locais mais bonitos do litoral gaúcho e costumo passar muitas horas lá, pescando, admirando a união do rio com o mar, vendo os botos ou bagres e tainhas emergindo à superfície, mas esse local também pode oferecer muitos riscos, pois não possui segurança e a correnteza é fortíssima.




Como podemos observar as pessoas ficam sem proteção na margem do rio e os automóveis ficam parados logo atrás.

Nesta semana este belo local foi palco de uma tragédia, publicada em Zero Hora hoje:



O namorado da mulher que morreu ao cair com o carro dentro do Rio Tramandaí, em Imbé, explicou nesta manhã como conseguiu se salvar. Fábio Fernando Fernandes Emerim, 51 anos, saiu pelo vidro do carona da caminhonete Ranger, que, por sorte, estava aberto:

— Eu tinha aberto a janela para espirrar.

Emerim relata que a queda do veículo foi muito rápida e, quando percebeu que estava na água, não houve tempo para ajudar a namorada, Nair Rodrigues, 55 anos, a sair do carro. 


Fábio Fernando Fernandes Emerim, 51 anos, apresentava estado de choque quando equipes dos Bombeiros, Brigada Militar e Polícia Civil chegaram ao local para atender a ocorrência. Ele contou que conseguiu fugir pela janela da caminhonete, que havia sido comprada há dez dias. O fato de Nair, que estava ao volante, não estar habituada ao veículo pode ter causado o acidente.

— Ela se apavorou e não conseguiu frear — disse o delegado Alvaro Butteli, da Delegacia de Polícia Civil de Imbé, que investigará o caso.

Assustada, Nair teria pisado no pedal de aceleração em vez de frear, conforme informações colhidas no local pelo primeiro-sargento dos bombeiros Paulo Solano. Depois, a forte correnteza do rio em direção ao mar fez com que a Ranger sumisse.

Nair Rodrigues era natural de Lajeado, mas morava em Imbé durante a semana. Nos finais de semana, costumava viajar para Sapucaia do Sul. A vítima deixa três filhos — Alessandra, Maicon e Ritieli — de outro relacionamento.

— Foi tudo muito rápido, o carro estava engatado e foi para da dentro. Caímos "de bico" e a correnteza foi nos levando — conta.

— Eu sai pelo vidro da janela não tinha como tirar ela.


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