domingo, 30 de janeiro de 2011

Jornal Nacional distorce versão sobre crescimento dos mares no Ceará


Deve ter muita coisa interessante por trás da teoria do Aquecimento Global.

Ontem no dia 29 de Janeiro o Jornal Nacional apresentou uma reportagem sobre o crescimento dos Mares no Ceará, fato que realmente preocupa, pois está muito acelerado e já provoca destruição de residências e perda de praias.

Mas o que causa estranheza é o fato de, no final da reportagem, a jornalista terminar dizendo em seu comentário a seguinte frase: " Os pesquisadores dizem que o crescimento dos mares no Ceará se deve ao Aquecimento Global".

Linck do vídeo: http://g1.globo.com/videos/jornal-nacional/v/avanco-acelerado-do-mar-preocupa-cearenses/1422730/#/Edições/20110129/page/1

Como pode, um Telejornal com tantos anos no ar, colocar sua credibilidade em jogo, para difundir essa ideia que virou uma histeria mundial?

Por que o aquecimento global ia provocar crescimento do mar em uma região e em outras não. Inclusive no Rio de Janeiro, sede da Rede Globo, não tenho notícias de que o nível do mar tenha aumentado.

O crescimento dos mares no Ceará vem sendo estudado a mais de 50 anos, quando nem se falava em aquecimento global, veja o que dizem alguns estudos sobre o caso.

Site: Rádio Canoa FM do Ceará

O avanço do mar no Ceará é objeto de estudo da Geologia e da Biologia marinha. As primeiros pesquisas sobre o tema estão concentrados no Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC). No caso de Cascavel, mais precisamente na Praia da Caponga, estudos do pesquisador Eduardo Gentil apontam avanço de sete a oito metros por ano. O Ceará tem, pelo menos, sete áreas que mais sofrem com os impactos das marés. A média de avanço das águas marinhas no Estado é de 0,60 centímetros a cada ano, muito aquém do que acontece em Icapuí, com áreas sofrendo avanço próximo de dez metros ao ano.

O mar engolindo as praias no Ceará começou a ser um tema de estudo ainda na primeira metade do século passado, depois da criação do Porto do Mucuripe, em 1940. Antes do porto, até 800 mil metros cúbicos de sedimentos eram trazidos para o litoral de Fortaleza a cada ano. Hoje não são.

Remoção

Como consequência, a areia começou a ser removida pelas correntes marinhas, da faixa mais próxima do porto, o que levou à construção de espigões ao longo da orla de Fortaleza. Isto, no entanto, foi levando a erosão para as praias vizinhas, até chegar ao Icaraí e Icapuí, os pontos mais críticos.

O muro do Centro de Educação Infantil da Comunidade de Barrinha derrubou no último dia 4. Até o dia 21 as ondas podem alcançar 3,7 metros. As crianças continuam brincando e dormindo, mas sempre com o som das ondas ao "pé" do ouvido. O medo é permanente.

 Site cearence http://www.ionti.com.br/:

De acordo com especialistas do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), em Fortaleza, a degradação no Icaraí está relacionada à construção do Porto do Mucuripe. O aumento das ondas e a força das marés tem “engolido” o mar, destruído casas, barracas e afastado moradores e turistas. É um fenômeno ambiental que tem repercussão social e econômica. Em agosto de 2010 tiveram início as obras de construção de um “barra-mar” na faixa da costa.



Site do Diário do Nordeste:

Os processos erosivos tiveram início após a implantação do Porto do Mucuripe, que alterou o fluxo sedimentar

A erosão costeira - recuo da linha da costa para o interior do continente - vem provocando a sensível destruição da faixa litorânea da região Nordeste. No Ceará, a situação é preocupante, como ressalta o professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Jeovah Meireles. "Dos 150 quilômetros que vão da praia da Caponga até o Pecém, 35% estão passando por uma fase impactante de erosão severa. O processo de degradação no Estado chega a 65%", revela.

Para ele, a ocupação irregular da zona de derma (faixa de praia onde ficam as barracas), das dunas e áreas de mangue, estruturas que protegem a costa da erosão, é a principal causa do desgaste do território costeiro no Estado. Isso porque a construção de empreendimentos imobiliários - como resorts e campos de golfe - provoca o déficit no balanço sedimentar, uma vez que eles ocupam áreas importantes para a dinâmica de sedimentos. As consequências são a perda dos patrimônios paisagístico, urbano, histórico e cultural, além do colapso nas atividades socioeconômicas. Já os danos ambientais são referentes à salinização e contaminação de águas subterrâneas e a diminuição da biodiversidade.


Combater a especulação imobiliária é complicado, fazer se cumprir as leis ambientais para as novas edificações também é, então é muito mais simples culpar o mais eficiente bode expiatório para todas as degradações ambientais: O Aquecimento Global. Não dá mais para aguentar tanta farsa. Os meios de comunicação ao difundirem tal ideia, prestam um enorme desserviço ao meio ambiente.

Obs: Aqui em Imbé litoral norte gaúcho, o mar continua onde sempre esteve, mas vou continuar observando.

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