quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Enchente em São Paulo

Como observamos ontem, nos principais meios de comunicação do país, São Paulo praticamente parou. O rio Tietê e Pinheiros transbordaram e inundaram as principais ruas e estradas da maior cidade da América Latina.







O El Ninho continua fazendo estragos, depois de causar um caos no Rio Grande do Sul, agora é a vez de São Paulo.



E para variar surgem os oportunistas para sugerir que a enchente é causada pelas mudanças climáticas.


Após algumas leituras pude constatar que só este ano, foram removidos pela prefeitura mais de 300.000 metros cúbicos de sedimentos, que assoreavam os principais rios que cruzam São Paulo, principalmente o Tietê.



Em uma Metrópole de 20 Milhões de Habitantes, em grande parte habitando a encostas dos morros, produzindo toneladas de lixo, muitas delas indo para dentro dos rios por falta de consciência ambiental das pessoas; acidentes como este não me surpreendem.


A vegetação dos morros é removida, as raízes que seguram o material, dão lugar a alicerces e chão de casas, logo quando chega a enxurrada, esse material é removido, desce o morro e vai parar dentro do leito dos rios, que transbordam com mais facilidade.


Além disso, houve falha nos equipamentos de bombeamento, que tem função de escoar as águas do Tietê pois ele está tão depredado que não consegue mais fazer isso de forma natural.


Portanto, volto a insistir, não é o clima que muda e sim as consequencias dos eventos climáticos que aumentam sua proporção pela depredação ambiental.


Veja a reportagem veiculada ontem no site do MSN:



Por Claudio Feustel, Agencia Estado, Atualizado: 8/12/2009 19:37



Falha de bomba em usina agravou cheia do Tietê



Uma bomba do sistema da usina elevatória de Traição não funcionou hoje e foi o maior problema no Rio Pinheiros, que comprometeu 25% da capacidade de bombeamento e piorou ainda mais a capacidade de escoamento das águas do Rio Tietê, na capital paulista. A informação é da Secretaria Estadual de Saneamento e Energia (SSE), em comunicado divulgado esta tarde em conjunto com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). A secretaria informa que há estudos para a instalação de duas bombas adicionais.



Devido à chuva forte e persistente desde a madrugada, o Rio Tietê transbordou hoje de manhã na cidade de São Paulo pela segunda vez desde que foi concluído o aprofundamento da calha do rio, em 2006. O último transbordamento foi em 8 de setembro deste ano. A água invadiu as pistas da Marginal Tietê e bloqueou a via em vários trechos.



Inaugurada em 1940, a usina elevatória de Traição tem como objetivo reverter o curso das águas dos rios Tietê e Pinheiros. Do ponto de vista energético, a reversão do rio tem como propósito manter volumes d' água nos reservatórios do Rio das Pedras e Billings suficientes para garantir a geração na Usina Henry Borden. A operação do sistema de reversão do Rio Pinheiros só é acionada justamente para o controle das enchentes.



De acordo com a SSE, os radares registraram chuva de intensidade média de 84 milímetros na Bacia do Alto Tietê, que corresponde a dois terços de toda a chuva prevista para o mês de dezembro. O órgão estadual atribui a esse volume excessivo de chuvas no Alto Tietê a origem dos pontos de inundação. Em média o Rio Tietê subiu 7 metros e o Rio Pinheiros, 4 metros.



O Daee afirmou no comunicado que executa periodicamente o desassoreamento e a limpeza dos rios Tietê, Cabuçu de Cima, Tamanduateí e dos piscinões do ABC e Pirajuçara e que só neste ano já foram retirados 380 mil metros cúbicos de sedimentos. A Emae disse que, por sua vez, retira 200 mil metros cúbicos de sedimentos e assoreamento, além de 2,8 mil toneladas de lixo por ano do Rio Pinheiros. A nota da SSE conclui que é necessário lembrar a população de que é preciso colaborar, não jogando lixo nas ruas, córregos e rios.


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