sábado, 21 de novembro de 2009

Imagem de satélite da tempestade do dia 19/11

A fenômeno climático de quinta-feira passada foi de tamanha magnitude que chamou a atenção da comunidade acadêmica americana.
O CIMSS (Cooperative Institute for Meteorological Satellite Studies), da Universidade de Wisconsin, um dos principais centros de referência no mundo em Meteorologia por satélite, divulgou em sua página uma sequência de imagens de satélite mostrando a origem da formação do temporal até sua chegada a Porto Alegre.


A imagem veio acompanhada na seguinte análise, que baseou-se inclusive nos dados da METSUL em relação aos seus efeitos:

A Análise:
"Imagens do canal infravermelho do satélite GOES-10 mostra topos de nuvens com temperatura muito baixa associadas a um Complexo Convectivo de Mesoescala (CCM) que se formou no Norte da Argentina e se deslocou pelo Uruguai para o Sul do Brasil no dia 19 de novembro. O CCM apresentou valores de temperatura no brilho do canal infravermelho atipicamente baixos que chegaram a -89ºC às 4h58m UTC (2h58m no horário de verão brasileiro). Ademais, no começo da animação podem ser vistas várias assinaturas em "V" na imagem infravermelho realçada pelos topos das nuvens, assinaturas essas que sinalizam tempestades com convecção severa com alto potencial para produzir vento destrutivo, granizo grande e tornados. Houve relatos na mídia de um tornado e granizo em partes do Uruguai, e, de acordo com o Blog da MetSul, este CCM produziu vento muito intenso (132 km/h) e chuva intensa (70 milímetros em duas horas) à medida que a tempestade avançou para a região do Rio Grande do Sul no Sul do Brasil".

Como podemos observar a análise da causa do temporal é completamente diferente das que foram veiculadas nos meios de comunicação brasileiros, inclusive neste blog, que se abasteceu dessas informações.

Quer dizer que:

- Não foi um ciclone extra tropical;

- nem a chegada de uma frente fria associada a um centro de baixa pressão profundo em superfície.

- e sim um CCM (Complexo Conetivo de Mesoescala) associado a topos de nuvens de temperatura muito baixa, formado no norte da argentina passando pelo uruguai e chegando ao Rio Grande do Sul na tarde de quinta-feira dia 19 de novembro.


Um comentário:

  1. Bom post, gostei mesmo. Assombrosa a imagem, a formação foi sobre o Prata e pegou potência na nossa fronteira com o Uruguai.

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