Mudança Climática? Não, El ninho.


Ao chegar na escola em que trabalho ontem ( segunda 16/11), encontrei os alunos e professores apavorados e comentando sobre mais uma enchente que alagou as cidades do Vale do Paranhana: Taquara, Igrejinha. Claro, todos atribuindo a responsabilidade ao aquecimento global e as mudanças climáticas.
Logo em um ano onde outono foi outono, inverno foi inverno e primavera está seguindo a risca todas as caracteristicas da estação, ou seja, alternância de frio e calor e chuvas.

Claro, que, com o El ninho mandando umidade para o sul do Brasil, aliado ao aumento do calor devido a proximidade do verão, a quantidade de precipitações é maior.

Normal para ano de El Ninho.

Aumento da chuva, bueiros entupidos de lixo, assoreamento dos rios, falta de saneamento básico, fórmula perfeita para obtenção de enchentes. E preparem-se, segundo a METSUL, as chuvas vão continuar, veja abaixo:

"Com ar mais quente e maior umidade na atmosfera, naturalmente é de se esperar que haja uma maior frequência de temporais". Esta era a previsão, publicada na coluna da MetSul Meteorologia no Correio do Povo no primeiro dia do mês, quando se divulgou a tendência para este novembro aqui no Rio Grande do Sul. Esta época do ano já é marcada, tradicionalmente, por temporais. Com o fenômeno El Niño no Pacífico, aumenta o fluxo de umidade para o Sul do Brasil e com a proximidade do verão os dias ficam mais quentes. Resultado ? Junta-se mais calor com maior umidade e tem-se mais instabilidade. O cenário observado na primeira quinzena de novembro de eventos de chuva forte e tempestades no Estado vai prosseguir agora na segunda metade do mês. O canal de umidade da Amazônia tende a seguir atuando no Sul do Brasil, favorecendo a formação de nuvens carregadas de chuva e tempestades. Os dados divulgados nesta segunda-feira pelo NOAA (Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera) dos Estados Unidos indicaram que o El Niño ainda ganha força e segue com intensidade moderada, apresentando anomalias de temperatura da superfície do mar importantes de até 1,7ºC na área do Pacífico Central na faixa equatorial, a região conhecida como Niño 3.4. (Imagem acima comparativa do Pacífico entre 29 de setembro e 1º de novembro)
Autor: Eugenio HackbartPublicado em 17/11/2009 00:31

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